quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Anões, Fraquezas e humanos

Estava assistindo uma das series mais comentadas ultimamente, na verdade revendo e ponderando alguns episódios, quando leio uma das frases mais celebres ditas por um dos personagens com tons de preto e branco tão fundidos que não se pode perceber qual padrão de cinza ele forma. 
Se trata de uma frase dita por Tyrion Lannister:

“- Deixe-me dar alguns conselhos, bastardo. Nunca esqueça o que você é. O resto do mundo nunca se esquecerá. Use isso como uma armadura e isso nunca poderá usado para machucar você. ” 

  E comecei a criar uma ideia em cima dessa frase dita por um anão, alguém que até hoje atrai um olhar de tom humorístico da sociedade, nunca levado para um papel em filmes, com tom importante, apenas o ator que faz o papel de Tyrion obteve esse “privilegio”. Mas a questão aqui, neste momento não é defender uma causa, apenas apontar um ponto em que todos somos iguais sempre, nossas “fraquezas”.
 Chega a ser perturbador como nós escondemos nossos “pontos fracos” como se fosse uma grande vergonha, nós nos escondemos dentro de nossas próprias paredes para nunca ninguém ultrapassar, escondemos algo que pode definir nosso passado como se fosse algo inexistente para nós mesmos.
 Nós nunca nos calejamos, nós apenas nos escondemos, nunca expomos nada que nos afeta, sempre que vemos que algo vai nos atingir em um ponto sensível de mais nós fugimos. (Perceba que em outros textos o mesmo ponto é explorado).
 Mas a grande questão aqui é: “Do que nós nos escondemos? ”, de quem afinal temos tanto medo de nos mostrar, quem realmente não pode saber nossos segredos e fraquezas? O que são fraquezas?
Você faz a sua fraqueza, você a torna algo mole e sensível, você a torna algo exposto quando tenta esconde-la das pessoas, seja ela qual for, ela é você, ela estará presente em todos os dias da sua vida, o que você deve escolher é se ela sempre será lembrada como algo que fez quem você é ou se fez você se esconder do restante do mundo.

 Acredite, todos nós temos medo de algo, todos nós temos que nos ver e aceitar como humanos, nus por baixo das roupas e nus por dentro, cheios de vida, independente se essa vida seja classificada como “erro” ou “acerto”, eles nos fizeram o que somos, eles nos fizeram humanos e como humanos devemos viver.

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