Estava assistindo uma das series mais comentadas
ultimamente, na verdade revendo e ponderando alguns episódios, quando leio uma
das frases mais celebres ditas por um dos personagens com tons de preto e
branco tão fundidos que não se pode perceber qual padrão de cinza ele forma.
Se
trata de uma frase dita por Tyrion Lannister:
“-
Deixe-me dar alguns conselhos, bastardo. Nunca esqueça o que você é. O resto do
mundo nunca se esquecerá. Use isso como uma armadura e isso nunca poderá usado
para machucar você. ”
E comecei a criar uma ideia em cima dessa frase
dita por um anão, alguém que até hoje atrai um olhar de tom humorístico da
sociedade, nunca levado para um papel em filmes, com tom importante, apenas o
ator que faz o papel de Tyrion obteve esse “privilegio”. Mas a questão aqui,
neste momento não é defender uma causa, apenas apontar um ponto em que todos
somos iguais sempre, nossas “fraquezas”.
Chega a ser perturbador como nós
escondemos nossos “pontos fracos” como se fosse uma grande vergonha, nós nos
escondemos dentro de nossas próprias paredes para nunca ninguém ultrapassar, escondemos
algo que pode definir nosso passado como se fosse algo inexistente para nós
mesmos.
Nós nunca nos calejamos, nós
apenas nos escondemos, nunca expomos nada que nos afeta, sempre que vemos que
algo vai nos atingir em um ponto sensível de mais nós fugimos. (Perceba que em
outros textos o mesmo ponto é explorado).
Mas a grande questão aqui é: “Do
que nós nos escondemos? ”, de quem afinal temos tanto medo de nos mostrar, quem
realmente não pode saber nossos segredos e fraquezas? O que são fraquezas?
Você faz a sua fraqueza, você a torna algo mole e sensível, você a
torna algo exposto quando tenta esconde-la das pessoas, seja ela qual for, ela
é você, ela estará presente em todos os dias da sua vida, o que você deve
escolher é se ela sempre será lembrada como algo que fez quem você é ou se fez
você se esconder do restante do mundo.
Acredite, todos nós temos medo
de algo, todos nós temos que nos ver e aceitar como humanos, nus por baixo das
roupas e nus por dentro, cheios de vida, independente se essa vida seja
classificada como “erro” ou “acerto”, eles nos fizeram o que somos, eles nos
fizeram humanos e como humanos devemos viver.
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