quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Os miseráveis com a crença do buraco da agulha

 Venho observado que alguns segmentos religiosos pregam como valor básico a miséria.
 Pregam que devemos nos tornar pequenos e pobres, humildes e miseráveis, devemos sempre nos comparar a uma pequena formiga que faz parte do grande sistema, dos dois grandes sistemas, o falso socialismo bíblico e o capitalista que a sociedade permanece.
Somos sempre ensinados a nos abster de ganhos altos, de doar, de elevar e agradecer sempre, nunca tomar credito e sempre terceirizar a culpa caso tenhamos feito algo “errado”.
Em minha concepção é uma forma muito simples de sacrificar suas conquistas para ter uma vida “estável” emocionalmente, afinal se você não consegue fazer algo bom sem ajuda, com toda a certeza seus erros também precisam de algum tipo de ajuda e alguém para atribui-los proporcionalmente.  
 Com o tempo nos ensinam a termos um molde pobre e pequeno, mentalmente falando, sem liberdade de pensamento, sem liberdade de ação.
Temos que agir de acordo com as leis que os dois grandes sistemas impõem e onde existem grandes divergências entre elas. Leis que em sua maior parte são apenas para dominação e subjugar uma grande massa e leis que tentam visar o direito e dever de todo cidadão.
 O sistema religioso lhe impõe leis que aparentemente lhe dão um lugar entre os grandes, que aparentemente interferem o grande sistema e te igualam aos superiores, mas em seu amago apenas distanciam da verdadeira luta que deve ser travada. Nos afasta da verdadeira liberdade de pensamento e luta.

 Estamos seguindo pelo caminho errado, estamos criando um buraco de agulha muito afunilado, um buraco que não deveria existir e que nos separa, nos divide e nos afasta dos verdadeiros intuitos, como respeito ao espaço e pensamento humano. Essa guerra é travada por quem defende a liberdade de pensar, porém impede seus seguidores de ter um pensamento livre, por manipulação emocional e psicológica. 

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